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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Vivo

Ressuscitei o blog e a "culpa" foi do #catloversday, viu?
Ainda vou fazer umas reforminhas por aqui, cortar umas pontas, nada muito radical. Vou finalizar a saga Cat Condo, e isso nao e promessa eleitoral. Ate porque, para fazer promessa e necessario ter alguma audiencia e eu nao tenho nenhuma por aqui - mea culpa. Mas, volto mesmo assim porque me lembro o quanto me divertia isso aqui. Vamos ver se ainda funciona.
Agora, antes tarde do que nunca:

Resolucao de mes novo: me livrar desse teclado gringo.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Direitos dos animais/debates

O ADA (Ativistas pelos Direitos dos Animais) promove a exibição de dois filmes, nos dias 12 e 13 (sexta e sábado), no Cinema da Fundação. Na sexta tem debate pós-filme com os ativistas do próprio ADA e no sábado com ativistas do Veddas. Quer saber mais? vai .

naoprecisomorrer.com

O movimento Recife contra a carrocinha está com site novo.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Joséphine


Ela estava de bobeira no estacionamento quando me viu. Eu estava ali, passando feliz, à vista de toda a gente. Mas Joséphine, como gata que é, me viu de verdade e teve pena. Na volta do almoço ela me chamou com fofices - gatos sabem como atrair pobres (des)humanos - e deixou que eu a alimentasse. Me deu cabeçadas e conselhos e eu sorri de verdade sentada entre os carros. Joséphine viu com seus olhinhos que o meu caso era grave e, com sua infinita bondade felina, me adotou para tratamento. Agora eu sou uma pessoa em recuperação, voltando a ser humana, cada dia um pouco mais. E Joséphine é a dona da casa, e minha também.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Gato não é batata

Adorei esse texto. Autoria de Ana María Aboglio e tradução de Regina Rheda.

http://www.anima.org.ar/

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

A maior de todas

http://emilezola.free.fr

Pourquoi la souffrance d'une bête me bouleverse-t-elle ainsi? Pourquoi ne puis-je supporter l'idée qu'une bête souffre, au point de me relever la nuit, l'hiver, pour m'assurer que mon chat a bien sa tasse d'eau? [..]
Pour moi, je crois bien que ma charité pour les bêtes est faite de ce qu'elles ne peuvent parler, expliquer leurs besoins, indiquer leurs maux. Une créature qui souffre et qui n'a aucune moyen de nous faire entendre comment et pourquoi elle souffre, n'est ce pas affreux, n'est ce pas angoissant? (Émile Zola - Le Figaro, 24 mars 1896).

Nada me angustia mais do que o sofrimento animal. Isso desde a infância (sim, eu fui uma criança angustiada que chorava quase todo domingo sem saber o porquê). Andei de olhos fechados até pouco tempo, mas agora, na virada dos trinta, a coisa ficou insuportável e eu parei com a carne. Ou quase, pois tenho cedido a alguns apelos familiares e ao medo de perder a saúde, que é medo infundado e irracional, eu sei, mas sou pessoa medrosa. Parei (quase) com a carne, mas não com o leite e, caramba, como sofrem as vaquinhas! Elas são inseminadas artificialmente para parirem constantemente e produzir leite em tempo integral. Vivem confinadas e são turbinadas com hormônios para produzir mais e mais. Seus bezerros viram babybeef ou, se fêmeas, seguem para a criação em confinamento para futura produção de mais leite.
Sinto culpa, muita culpa e medo, muito medo. Ouço falar de gente feliz e contente que só come frutas e tem saúde de sobra. Mas tem também aquela outra gente que perdeu quase todos os cabelos porque de bicho não comia nada. Será que encontro pela internet um simulador de carequice? Sim, porque não quero mais contribuir com isso. Nenhuma crítica a quem não vê problema em consumir carne e outros alimentos de origem animal, mas quero viver mais de acordo com o que penso, e sinto, e acredito. Viver de bem comigo.

Ah, e Émile, je t’aime.